Controle De Natalidade

26 de agosto de 2020 0 Por Jornalista

No Brazil

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Assim, novos estudos devem ser realizados, verificando as relações dos profissionais com as novas configurações familiares, libertando da hegemônica concepção de controle de natalidade e esterilidade, tão presente nos ambientes assistenciais dos serviços de saúde brasileiros. Tanto mulheres como homens, segundo a lei brasileira, devem ter pelo menos 25 anos de idade ou 2 filhos e ter capacidade civil plena, devem manifestar o desejo pela laqueadura ou vasectomia através de um documento de manifestação da vontade no mínimo 60 dias antes da intervenção. Nesse período deverão ser oferecidas informações sobre os diversos métodos contraceptivos reversíveis disponíveis. Também é preciso termo de consentimento onde o usuário ou usuária confirma ter conhecimento dos outros métodos, concorda com o procedimento, está ciente dos riscos e consequências , bem como da possibilidade de recanalização espontânea. Sem dúvida, a famigerada ideia de utilização dos métodos contraceptivos como meio de compelir as parcelas mais carentes a não reprodução já esteve presente.

Apesar disso, nem elas nem seus parceiros usam métodos contraceptivos. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde , no Ceará 57,four% das mulheres entre 18 e forty nine anos evitam a gravidez com a utilização de métodos contraceptivos.

planejamento reprodutivo

Inserida no contexto de regulação dos direitos sexuais e reprodutivos, a Lei n. 9.263/96, mais conhecida como “Lei do Planejamento Familiar”, foi fruto de um extenso embate político sobre a adoção ou não de uma política de controle demográfico. Como deslinde, o legislador vedou expressamente o uso das ações arroladas pela lei para tal finalidade (parágrafo único do artigo 2º), podendo-se inferir o seu automotiveáter peremptório de repúdio ao “controlismo”. Os direitos sexuais e reprodutivos, temas intrínsecos ao planejamento reprodutivo, somente ganharam relevância após a década de 60, propulsionados essencialmente pelo ativismo social de movimentos libertários e feministas, o qual deu azo a uma nova concepção sobre sexualidade. A Organização Mundial de Saúde aponta que a hundred and twenty milhões de mulheres no mundo desejam evitar a gravidez.

O controle demográfico não period vedado nas constituições brasileiras de 1934, 1936 e 1946, as quais se limitaram a prever o dever do Poder Público socorrer “as famílias de prole numerosa”; mas, posteriormente, essa compreensão sobre planejamento reprodutivo mostrou-se bastante defasada e inadequada. O planejamento reprodutivo nos remete aos direitos reprodutivos. Todas as pessoas devem ter direito a fazer sua escolha reprodutiva e de ter acesso a informações qualificadas e seguras, além de ter acesso aos meios e métodos para ter seus objetivos atingidos. O Projeto Saúde Reprodutiva em Mulheres em Condição de Vulnerabilidade já foi iniciado no ambulatório do presídio feminino e será estendido aos centros socioeducativos, dependentes químicas em situação de risco social e às adolescentes que realizaram o primeiro parto nas maternidades de referência.

planejamento reprodutivo

Porque Os MéTodos Contraceptivos De Longa DuraçãO EstãO Sendo Indicados Por Entidades MéDicas

Foi ampliado o acesso ao DIU de cobre p/ fortalecer planejamento reprodutivo e o direito de planejar a gravidez. pic.twitter.com/fcTgzjU5wW— Ministério da Saúde (@minsaude) March 9, 2017

Em um primeiro momento, este cenário de desconhecimento foi favorecido tanto pela criminalização do anúncio de métodos contraceptivos, quanto pela sua realização por associações privadas. Contudo, após a regulamentação do tema pela Lei de Planejamento Reprodutivo, houve um crescente interesse estatístico pelo Estado, tendo em vista, inclusive, que o próprio procedimento de esterilização foi ampliado por meio do Sistema Único de Saúde .

  • Em recentes pesquisas encomendadas pelo Ministério da Saúde, constatou-se, em suma, que a regulamentação da prática de esterilização nos serviços de saúde pública contribuiu para mudar o perfil de uso dos métodos contraceptivos.
  • Houve a homogeneização do acesso à esterilização feminina para os estratos sociais e maior participação do homem na contracepção de mulheres com melhor nível socioeconômico; em contrapartida, não houve tantos avanços na contracepção de mulheres com pior nível socioeconômico .
  • Estudo quantitativo, transversal descritivo aninhado ou alinhado a uma coorte.
  • No entanto, em regiões em desenvolvimento, cerca de 214 milhões de mulheres que querem evitar gravidezes não estão usando métodos contraceptivos devido a razões desde falta de acesso à informação e serviços ou falta de apoio de seus parceiros e comunidades.
  • Planejamento da vida reprodutiva é essencial à igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, além de ser um fator chave para a redução da pobreza.

“É um contrassenso pregar abstinência sexual e não enxergar a importância da sexualidade na juventude. A gente construiu no SUS uma política pública na área do planejamento reprodutivo, e isso não pode ser abandonado” aponta a abrasquiana Elaine Brandão. https://t.co/Rjx8o8GXaX pic.twitter.com/Z1zIt844qq— Associação Brasileira de Saúde Coletiva (@ABRASCO) January 14, 2020

Utilizou-se a técnica de entrevista semiestruturada para coleta de dados. Os discursos obtidos foram organizados, conforme preceitos da análise de conteúdo de Bardin e analisados à luz da Teoria das Representações Sociais e literatura pertinente. Evidenciou-se que as ações programáticas de planejamento reprodutivo são direcionadas a um ideário acquainted, que não contempla as necessidades de casais homossexuais, em decorrência do preconceito e discriminação. Vislumbra-se, ainda, a falta de preparo para lidar com algumas especificidades das uniões homoafetivas, o que repercute em uma atenção dispensada, que não reforça o vínculo e a longitudinalidade da assistência. Antes de promulgada a lei de planejamento reprodutivo, havia uma escassez de dados sobre esterilização.

Mesmo assim, seventy five,5% das mulheres nessa faixa etária já engravidaram e a idade média da primeira gravidez é de 20,7 anos. O planejamento reprodutivo, além de prevenir a gravidez não planejada, as gestações de alto risco e a promoção de maior intervalo entre os partos, proporciona às mulheres a independência quanto ao tempo dedicado à sua formação educacional e suas escolhas profissionais. O desafio atual é garantir que a informação e as opções de planejamento reprodutivo cheguem às populações de mulheres vulneráveis como as adolescentes, as usuárias de drogas, as moradoras de rua e as presidiárias. Sobre a esterilização, Drauzio Varella, em artigo intitulado A perpetuação da pobreza, publicado em 2012, no periódico Carta Capital, já indicou o quanto a população mais carente desconhece sobre as práticas contraceptivas, em especial sobre a esterilização. Detalhes importantes sobre Congelamento de óvulos. Em seu relato, o autor questiona uma mulher economicamente hipossuficiente o porquê de tantos filhos, obtendo como resposta o disparate de que o marido “não gostava de camisinha”.

O projeto prevê a oferta de métodos contraceptivos gratuitos às mulheres assistidas, com prioridade para o implante subdérmico, método contraceptivo reversível de longa duração. O objetivo é reduzir a mortalidade materna e infantil no Ceará e a taxa de gravidez não planejada nas mulheres em situação de risco social. Este estudo objetivou identificar a percepção do/a enfermeiro/a da Estratégia Saúde da Família acerca do significado de família homoafetiva e a necessidade de ginecologia em casais homossexuais. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, realizada com enfermeiros/as da Atenção Primária em Saúde, do município de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.

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