Coprocessamento de Resíduos Sólidos e Industriais

Coprocessamento de Resíduos Sólidos e Industriais

7 de fevereiro de 2021 0 Por Jornalista

Práticas como o coprocessamento de resíduos e no tratamento de efluentes, podem também ser muito lucrativas quando integradas ao Mercado de Resíduos. É também uma alternativa bastante competitiva em comparação com a disposição dos resíduos em aterros e incineração, caracterizando-se, ao contrário desses, pelo consumo de grandes volumes de resíduos sem geração de novos passivos ambientais.

É prudente, com o desenvolvimento de mais estudos a respeito, elucidar os aspectos da real contribuição do coprocessamento de resíduos e o estabelecimento dos limites e riscos a ele associados. Assim, esses materiais não causam os mesmos danos que poderiam causar quando descartados em locais impróprios.

O Mercado de Resíduos funciona como um Leilão, através do qual uma empresa pública um pedido de compra ou venda e as demais empresas dentro de um raio de distância podem fazer ofertas por aquele material.

O sistema seleciona a melhor oferta e a informa ao ofertante, ligando assim geradores a tratadores de resíduos de forma simples e rápida. Na nova versão ISO 14001, houve a ampliação dos controles e influência da organização desde o desenvolvimento e fabricação do produto utilizado até o tratamento, disposição ou destinação final. Desta forma, as indústrias, que geram grandes quantidades de resíduos, passaram a buscar alternativas viáveis para as novas adequações à legislação vigente.

Entre as alternativas encontradas, destacamos o coprocessamento de resíduos como uma solução inteligente e rentável.

No Brasil, essa técnica de tratamento dos resíduos teve início no começo da década de 1990, nas cimenteiras de Cantagalo, do estado do Rio de Janeiro. Outra resolução que dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos, entre eles o coprocessamento, é a Resolução CONAMA nº 316/2002.

Transporte De Resíduos Perigosos

Sistema de gestão ambiental é utilizado por empresas que buscam gerenciar suas responsabilidades ambientais de maneira sistemática.

Em geral são utilizados resíduos que pode servir de substitutos para a matéria-prima do cimento, substitutivos de combustível, resíduos inorgânicos para inertização e resíduos orgânicos para destruições térmicas. Muitas empresas, especialmente aquelas que contam com a certificação ISO 14001, têm optado por essa alternativa.

A utilização de resíduos, para a combustão dos fornos, não altera em nada a qualidade do cimento produzido. E esta é uma prática totalmente segura para o ambiente e para os trabalhadores da empresa, e para a comunidade em geral.

efluentes industriais

Além dessas vantagens técnicas, os fornos de cimento têm capacidade para destruir, de forma segura, grande volume de resíduos. Amplamente empregado na Europa, Estados Unidos e Japão há quase 40 anos, o coprocessamento é utilizado no Brasil desde o início da década de 90.

Portanto, tintas, borras oleosas, graxas, pneus, entre outros, podem ser usados no coprocessamento de resíduos. No Brasil, o uso de pneus é bastante relevante porque, além de se reaproveitar esse tipo de material, impede-se a proliferação de mosquitos vetores de inúmeras doenças tropicais, como dengue, febre por vírus Zika, entre outras. Nesse processo, os resíduos atuam como combustível ou, até mesmo, como matéria-prima, a depender do resíduo coprocessado.

As altas temperaturas eliminam a matéria orgânica dos componentes do resíduo, ao passo que a parte inorgânica é neutralizada e passa a agregar o clínquer. Uma pré-seleção rigorosa realizada por nossos especialistas em coprocessamento ajuda a garantir que seu fluxo de resíduos seja maximizado para beneficiar sua empresa, sua comunidade e o meio ambiente.

Ao ser utilizado como combustível alternativo ou substituto de matéria prima na indústria cimenteira, o resíduo industrial não interfere na qualidade final do produto, nem gera outros resíduos. Outra vantagem do sistema é a possibilidade de selecionar apenas empresas que possuem as licenças para tratar cada tipo de resíduo, eliminando assim o passivo ambiental para o gerador.