PreservaçãO Da Fertilidade

15 de setembro de 2020 Off Por Jornalista

Saiba sobre infertilidade aqui.

Apesar de parecer simples, o congelamento de embriões apresenta algumas limitações que dificultam sua aplicação rotineira para preservação da fertilidade em pacientes oncológicas. Nestes casos, alguns autores sugerem que a associação de letrozole ou tamoxifeno ao esquema de indução permite o uso de menores doses de FSH, com boa resposta ovariana e, no caso do letrozole, pico mais baixo de estradiol, sem aumentar os riscos de recidiva da neoplasia mamária21. Daí a necessidade de desenvolvermos novas opções, para suprir a necessidade das pacientes excluídas desta opção terapêutica. A hiperestimulação ovariana é feita com gonadotrofinas exógenas, com finalidade de recrutamento folicular múltiplo. Uma vez maduros estes folículos são puncionados, sob anestesia, para captação dos oócitos neles contidos e procede-se à fertilização por técnicas de fertilização in vitro ou de injeção intracitoplasmática de espermatozóide.

preservação da fertilidade

Os embriões formados são submetidos ao processo de congelamento ao invés de transferidos para a cavidade uterina. A transferência será postergada para depois do término do tratamento oncológico, quando a paciente estiver curada da patologia fertilidade de base. Atualmente, o congelamento de embriões (ou criopreservação de embriões) é o método mais comum e bem sucedido para preservar a fertilidade de uma mulher. Os óvulos maduros são retirados dos ovários da mulher e fertilizados em laboratório.

Os efeitos da quimioterapia dependem da droga utilizada, método de administração, idade da paciente e tratamento prévio para infertilidade. Uma cirurgia mais conservadora que possa permitir a preservação do futuro reprodutivo pode ser uma opção em casos selecionados.

preservação da fertilidade

As técnicas de reprodução assistidas aplicadas às pacientes com câncer de ovário, como a criopreservação de oócitos, tecido ovariano ou mesmo embriões não são tão comuns, por isso as dificuldades em analisar dados sobre o assunto. O congelamento de tecido ovariano é outra alternativa para pacientes com câncer que não podem esperar o tempo necessário para a preparação dos ovários para a indução da ovulação e retirada dos óvulos.

Novas técnicas como a maturação in vitro de folículos e o transplante de tecido ovariano constituem perspectivas para essas mulheres. As técnicas de reprodução assistida, principalmente a fertilização in vitro , podem ser indicadas para diversos fins, inclusive para a preservação social da fertilidade. Esse tipo de preservação da fertilidade é indicado para mulheres, uma vez que os homens nunca têm sua produção de gametas reduzida a zero, embora a qualidade diminua com o passar do tempo.

São casos que a mulher necessita de quimioterapia imediata ou tem contra-indicação absoluta de receber hormônios, pois prejudicariam a evolução da doença. Os espermatozoides podem ser obtidos do sêmen ejaculado ou das punções de epidídimo ou testículo. Após isso, o sêmales é congelado em nitrogênio líquido à -196°C, por tempo indeterminado onde a atividade celular é bloqueada até o descongelamento da amostra.

preservação da fertilidade

  • A hiperestimulação ovariana é feita com gonadotrofinas exógenas, com finalidade de recrutamento folicular múltiplo.
  • Nestes casos, alguns autores sugerem que a associação de letrozole ou tamoxifeno ao esquema de indução permite o uso de menores doses de FSH, com boa resposta ovariana e, no caso do letrozole, pico mais baixo de estradiol, sem aumentar os riscos de recidiva da neoplasia mamária21.
  • Daí a necessidade de desenvolvermos novas opções, para suprir a necessidade das pacientes excluídas desta opção terapêutica.
  • Os embriões formados são submetidos ao processo de congelamento ao invés de transferidos para a cavidade uterina.
  • Apesar de parecer simples, o congelamento de embriões apresenta algumas limitações que dificultam sua aplicação rotineira para preservação da fertilidade em pacientes oncológicas.

Por meio deste recurso, podemos oferecer suporte às iniciativas para a preservação da fertilidade masculina e aos pacientes que se encontram em tratamento por técnicas de reprodução assistida. Após o transplante e a comprovação do funcionamento do tecido, a gestação pode ser espontânea ou, caso necessário, ainda temos o auxílio das técnicas de FIV.

A oncofertilidade aparece como uma área multidisciplinar que se dedica ao desenvolvimento de estratégias para a redução de sequelas terapêuticas em sobreviventes de câncer, em última análise, com vistas à manutenção de sua qualidade de vida e à possibilidade da procriação biológica. Este artigo tem como objetivo apresentar uma visão geral sobre as opções possíveis para a preservação da fertilidade feminina em pacientes com câncer e as perspectivas em oncofertilidade. As técnicas de reprodução assistida permitem, hoje, a preservação de óvulos e espermatozoides com vistas à manutenção do potencial reprodutivo para a concepção futura.

No IVI contribuímos para melhorar a autoestima dos pacientes com câncer através das possibilidades que as diferentes técnicas de reprodução assistida podem oferecer-lhes. A melhoria dos tratamentos oncológicos e a eficácia dos programas de diagnóstico precoce conseguiram que as taxas de cura e sobrevivência aumentassem consideravelmente. Este aumento de esperança de vida obriga a dar uma maior importância aos efeitos secundários dos tratamentos com quimioterapia e radioterapia e, nesse sentido, a fun obstetríciação ovariana e a manutenção da fertilidade são dois dos aspetos que mais preocupam os pacientes com câncer. Por isso, os nossos profissionais trabalham para oferecer possibilidades reprodutivas a estes pacientes. A ação citotóxica de tratamentos antineoplásicos muito frequentemente implica sérios danos às gônadas e consequências secundárias ao hipoestrogenismo, como osteoporose, infertilidade e falência ovariana prematura, são esperadas.

CriopreservaçãO

Geralmente a estimulação ovariana controlada por medicação para fertilização in vitro pode exigir entre 2 a 6 semanas, dependendo da fase do ciclo menstrual que a paciente estiver quando do planejamento e início do tratamento. Nos casos onde o tratamento oncológico deverá começar dentro de three a four semanas e não é desejável aguardar a próxima menstruação para iniciar um protocolo de estimulação, têm sido propostos protocolos de início aleatório. Assim essas pacientes podem completar um ciclo de estimulação para reprodução humana dentro de duas semanas e iniciar o tratamento de câncer conforme planejado.

O congelamento de tecido ovariano, embora já possa ser realizado sem grandes dificuldades, ainda é considerado como experimental, já que o número de gravidezes após o transplante ainda é pequeno. Toda via o número de pacientes a realizar o congelamento vem aumentando em todo o mundo e as pesquisas neste campo não param de crescer. Este procedimento está indicado para pacientes que têm menos de uma semana para iniciar o tratamento quimioterápico e para crianças pré-púberes.

Mais detalhes sobre histeroscopia

Detalhes sobre cesariana